Formado em Lyon nas classes de Marius Beuf (C.N.R.) e depois de Maxence Larrieu (C.N.S.M., 1º prémio em 1985), José-Daniel Castellon demonstra uma notável precocidade musical e flautística. Aos 19 anos, é contratado por John Eliot Gardiner e a Orquestra Nacional da Ópera de Lyon e ganha no mesmo ano o Concurso Internacional de Execução Musical de Genebra.
A partir da temporada 1989-90, ocupa a pedido de Emmanuel Krivine o posto de flauta solo da Orquestra Nacional de Lyon antes de optar pela Orquestra de Câmara de Lausana onde, sob as batutas sucessivas de Jesús López-Cobos e Christian Zacharias, será flauta solo até setembro de 2004.
Apaixonado pela pedagogia, é Professor Certificado aos 25 anos, ensina no C.N.R. de Lyon durante 13 anos, depois no Conservatório Superior de Genebra na temporada 2001-2002, antes de ser nomeado em 2004 professor de flauta para as classes profissionais na HEMU – Haute École de Musique de Lausanne.
Dá numerosas masterclasses nomeadamente no estrangeiro (Suíça, Brasil, Coreia, Síria, Espanha, China) e é convidado de prestigiadas academias: Les Arcs, Canton International Summer Music Academy, Tibor Varga em Sion, Palma de Maiorca… Cada vez mais frequentemente, é convidado para júris de grandes competições internacionais de flauta: Concurso Maxence Larrieu (Nice), Domenico Cimarosa (Aversa/Itália), Jean Français (Paris)…
A atividade musical de José-Daniel Castellon sempre testemunhou um grande ecletismo. Toca regularmente como solista com orquestra (mantém uma relação privilegiada com o "Concert Européen"), mas aprecia particularmente a música de câmara e toca com piano, harpa, quarteto de cordas, percussão, guitarra, cravo ou ainda com o trio "Pierre de Ronsard" que fundou em 1998 com os seus amigos Isabelle Moretti (harpa) e Nicolas Bône (viola), passando com felicidade da música antiga, que interpreta numa flauta em ébano Chris Abell, à música contemporânea (estreia de obras de C. Ballif, O. Haugland, J. Dorival…).
Entre os seus projetos, destaca-se o próximo lançamento de um CD com a integral das obras concertantes para flauta de A. Jolivet e F. Martin, em companhia da Orquestra de Câmara de Lausana e das Percussions Claviers de Lyon.
Pôde ser ouvido em Aversa, Basileia, Bolonha, Bordéus, Bruxelas, Buenos Aires, Cantão, Copenhaga, Erding, Épernay, Frankfurt, Genebra, Liubliana, Londres, Lucerna, Madrid, Milão, Montevideu, Munique, Oslo, Paris, Palma, Saint-Barthélemy, São Paulo, Xangai, Estrasburgo, Suwon, Tenerife, Uzès, Viena, Vilnius, Zurique…